BNDES divulga lista dos 50 maiores tomadores recursos dos últimos 15 anos — Foto: DivulgaçãoBNDES divulga lista dos 50 maiores tomadores recursos dos últimos 15 anos — Foto: Divulgação

Segundo o BNDES, o objetivo da mudança é "tornar a navegação mais amigável e acessível", conferir mais transparência e facilitar ao público entendimento sobre as operações e investimentos do banco.

 

"A disponibilização da lista, com acesso a um grande número de detalhes de cada operação, é parte do esforço de transparência que o Banco tem feito e que deve ser a marca das suas ações sempre", informou o banco por meio de nota divulgada nesta sexta.

Considerando apenas os últimos 3 anos, a Embraer liderou a tomada de recursos do BNDES, com R$ 8 bilhões, de um total de R$ 65,9 bilhões para os 50 maiores clientes.

Cinco maiores tomadores de recursos do banco nos últimos três anos (2016-2018):

  • Embraer SA (R$ 8,043 bilhões)
  • Xingu Rio Transmissora de Energia (R$ 5,214 bilhões)
  • Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (R$ 5,040 bilhões)
  • Fibria Celulose SA (R$ 3,433 bilhões)
  • Belo Monte Transmissora de Energia SA (R$ 3,278 bilhões)
 
Lista mostra maiores tomadores de recursos no BNDES nos últimos 3 anos — Foto: Divulgação

De acordo com as últimas estimativas divulgadas pelo banco, o BNDES deve fechar 2018 com o menor volume de empréstimos dos últimos 10 anos, com um total de cerca de R$ 71 bilhões em desemboslos, o que representa 0,99% ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O valor fica pouco acima do montante contratado no ano anterior, que somou R$ 70,8 bilhões, mas menor que o percentual em relação ao PIB, que foi de 1,08% em 2017.

Investimentos no exterior

O banco também facilitou acesso direto a todos os contratos de exportação de bens e serviços brasileiros de engenharia para projetos em outros países.

Foi disponibilizado um link que permite acessar, na íntegra, os contratos assinados entre o BNDES, o país importador e a empresa brasileira exportadora de bens e serviços de engenharia.

Estão disponíveis os contratos de projetos na Argentina, Paraguai, Peru e Venezuela, assim como em Honduras, Equador, Costa Rica, Guatemala, México, República Dominicana e Cuba, além de Angola, Gana e Moçambique.

'Caixa-preta'

Durante a campanha à Presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro afirmou diversas vezes em discursos e publicações em redes sociais que o BNDES é uma "caixa-preta" e afirmou que daria mais transparência às operações do banco.

Ele também criticou empréstimos do banco à Venezuela e disse que o Brasil, por meio do banco, "patrocinava o socialismo". Depois de eleito, continuou falando em dar mais transparência às operações.

Na segunda semana de mandato, Bolsonaro deu posse aos novos presidentes do BNDES, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Em discurso na cerimônia de posse, no Palácio do Planalto, o novo presidente do BNDES, Joaquim Levy, disse que é preciso continuar ajustando o balanço do banco. Disse também que é necessário repensar a atuação do banco, de modo que a instituição dependa menos de recursos do Tesouro Nacional.

Na solenidade de transferência de cargo, no Rio de Janeiro, Levy disse que o foco da nova gestão será o fortalecimento de médias empresas.

 

FONTE: G1.COM